"Temos uma limitação em nossos terminais que precisa ser vencida. Em 2002, saíram pelo Porto de Vitória 8,3 milhões de sacas de café, agora, chegaremos, no máximo, a pouco mais de 7 milhões de sacas, e olha que a tecnologia e a produtividade do maquinário cresceram muito nas últimas duas décadas. Nosso produto está ganhando qualidade, está ganhando clientela lá fora, mas ainda temos problemas para escoar", disse Sandro Rodrigues, secretário-executivo do Centro do Comércio de Café de Vitória.
"Precisamos estar mais conectados, perdemos linha direta com o exterior e, consequentemente, frequência na escala dos armadores (que são os donos dos navios). Precisamos trazer isso de volta e olhar também para a questão das tarifas", afirmou o executivo.
Rodrigues lembra que está falando apenas da produção de café conilon, que deve ficar em mais de 11 milhões de sacas. O arábica há muitos anos que só sai pelo Rio de Janeiro e Santos. "Temos que vencer essas barreiras de competitividade, cerca de 70% do conilon brasileiro é produzido no Norte e Noroeste do Espírito Santo. Está aqui perto e tem volume, vai ser bom para todo mundo se encontrarmos uma boa saída".
Só para termos uma ideia do volume de recursos movimentados, em maio, 732,4 mil sacas saíram pelos terminais do Estado, uma receita de US$ 146 milhões (R$ 788,4 milhões). No ano, foram 3,3 milhões de sacas: US$ 611,8 milhões (R$ 3,3 bilhões).