"Governo federal e Vale estão finalizando um debate sobre a renegociação da renovação antecipada da Vitória-Minas e de Carajás, assinada em 2020. Haverá o pagamento de uma outorga adicional que, pelo o que está na imprensa, fica na casa dos R$ 20 bilhões. O que virá para o Espírito Santo? É isso que vamos debater, vamos apresentar as nossas ideias. Além disso, voltou a andar a questão da renovação da concessão da FCA, que se conecta à Vitória-Minas para trazer e levar carga do Espírito Santo. Qual é o projeto para melhorar essa ferrovia? É o que precisamos saber e questionar", ponderou o vice-governador.
Os capixabas levarão alguns números para convencer os ministros que o debate não se limita aos interesses do Espírito Santo. "A Vitória-Minas já carregou 180 milhões de toneladas por ano, hoje, está em 90 milhões de toneladas. Melhorando a capacidade da FCA, com uma variante na Serra do Tigre, em Minas Gerais, daremos capacidade e eficiência a uma ferrovia que é do começo do século passado, não cabe mais. Fazendo isso, ligamos o parque logístico capixaba às grandes áreas produtoras do agronegócio brasileiro por meio da FCA e, consequentemente, da Vitória-Minas (elas se conectam na Grande Belo Horizonte). Não podemos permitir que esta desconexão capixaba persista, não podemos ficar dependentes da mineração. É ruim para o Espírito Santo e para o Brasil. Tudo isto está posto, neste momento, na mesa, vamos apresentar nossos argumentos e alternativas".