"Se aproximar do setor privado, e trazer junto as prefeituras, é uma diretriz do governo do Estado, mas não é algo simples de ser feito. Por isso, estabelecemos essa cooperação com o BNDES. Não queremos apenas ações pontuais, caso da privatização da ES Gás, queremos perenidade. O BNDES, além da estruturação, prospecta investidores. Vai ser algo muito valioso para o Estado", assinalou o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, que participou da cerimônia de assinatura ao lado do governador, Renato Casagrande, do diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa, e do presidente do Bandes, Marcelo Saintive.
"O BNDES tem uma expertise enorme na área, foram eles que estruturaram a privatização da ES Gás. A ideia é alavancarmos isso no Espírito Santo. O BNDES, além de colocar de pé os projetos, vai passar conhecimento para o Bandes. Lá na frente, essa estruturação, que não é simples, será feita aqui dentro de casa", explicou Marcelo Saintive.
O governo capixaba enxerga possibilidades de fechar negócios com empresas (PPPs, concessões e até privatizações, depende da situação) na parte operacional (atividade meio) dos sistemas de saúde e educação, na gestão dos terminais do Transcol, no saneamento das cidades que não são atendidas pela Cesan (são 25 municípios), infraestrutura, e na destinação de resíduos sólidos.
"Queremos fazer uma PPP para a administração de 20 ou 25 escolas. A empresa vai construir, operar e conservar, a nossa equipe de educadores ficará 100% focada na parte pedagógica. Rio Grande do Sul e São Paulo têm projetos nesse sentido. Também temos projeto para os nossos terminais do Transcol. É um passo muito importante para a modernização do Estado do Espírito Santo, precisamos ampliar essa parceria entre Estado e iniciativa privada".