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Crédito para o agronegócio do ES quadruplica em uma década

A valorização e o aumento da produção do café (conilon principalmente) nos últimos anos puxaram a fila, mas não responde tudo. Pimenta e gengibre ganharam muito espaço na última década

Publicado em 04 de Agosto de 2025 às 17:15

Públicado em 

04 ago 2025 às 17:15
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Lavouras na região de Linhares, no Norte do Espírito Santo
Lavouras na região de Linhares, no Norte do Espírito Santo Crédito: Abdo Filho
Um dado resume bem o avanço do agronegócio do Espírito Santo nos últimos anos: o volume de crédito rural aplicado. Na safra 2014/2015 foram R$ 2,755 bilhões para financiar investimentos e capital de giro, por exemplo. Na safra atual (2025/2026), a meta é alcançar R$ 11,5 bilhões, 4,1 vezes mais, portanto. Para efeito de comparação, o CDI teve uma valorização de 2,7 vezes no mesmo período. Do montante global previsto pelo planejamento coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, R$ 9,8 bilhões virão do Plano Safra, do governo federal, e R$ 1,7 bi em CPR (Cédula de Produto Rural, título que permite a negociação antecipada da produção).
A valorização e o aumento da produção do café (conilon principalmente) nos últimos anos puxaram a fila, mas não responde  tudo. Pimenta e gengibre ganharam muito espaço na última década. "Em 2014, o Espírito Santo produzia entre 7 mil e 8 mil toneladas de pimenta por ano, hoje, chega às 80 mil toneladas. Grande parte vai para exportação. O gengibre, muito forte na Região Serrana, teve um crescimento semelhante. Tudo isso, junto com a forte expansão do conilon, que é a nossa principal cultura, fez com que tivéssemos esse resultado para lá de expressivo nos últimos anos", explicou Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura.
Na safra passada, o crescimento do crédito rural no Espírito Santo foi de 25,8%, de R$ 7,14 bilhões (em 23/24) para R$ 8,98 bilhões (CPR não entra na conta). No Brasil, no mesmo período, queda de 11,2%, de R$ 421 bi para R$ 373,9 bilhões. A meta de R$ 9,8 bi com os recursos do Plano Safra terão os seguintes segmentos como prioridade: pecuária de leite, pesca, fruticultura, cafeicultura, irrigação, cultivo protegido, sistemas sustentáveis de produção e especiarias. "Grande parte das culturas que aqui estão são muito impactadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. Vamos olhar com mais atenção", disse Bergoli.
As taxas do Plano Safra vão de 0,5% a 14% ao ano. São mais salgadas que as taxas do ano passado, por isso a expectativa de expansão é mais modesta, mas ainda assim abaixo dos 15% da taxa básica de juros em vigor no país.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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