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Posicionamento

De olho no exterior, café do Espírito Santo terá marca própria

Objetivo é posicionar, mundo afora, a produção do Estado como sustentável. Um forte trabalho de certificação e rastreabilidade vem sendo tocado nos últimos anos, mas isso precisa ser mostrado

Publicado em 25 de Abril de 2025 às 03:50

Públicado em 

25 abr 2025 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Agronegócio 5.0: Fazenda Três Marias, em Linhares, aposta em tecnologia, como uso de sensores, além de integração floresta, lavoura de café, milho coco, frutas e milho e criação de gado. Negócio é administrado por Leticia Lindenberg
Plantação de café em fazenda de Linhares, Norte do Espírito Santo Crédito: Fernando Madeira
O café do Espírito Santo ganhará uma identidade própria. De olho em ganhar mais espaço no exterior, um profundo trabalho de posicionamento, conduzido por Secretaria de Estado da Agricultura e Sebrae em parceria com o setor produtivo, está sendo concluído e a marca que representará o conilon e o arábica capixabas mundo afora será apresentada muito provavelmente até julho (está sendo analisado o melhor evento para a estreia). A identidade visual está guardada a sete chaves, mas o que será vendido está mais do que definido: Sustainable Coffee (café sustentável).
"A estratégia passa por posicionar mundialmente o café do Espírito Santo como sustentável. Grande parte de nossa produção atende às melhores práticas, tem certificação, tem rastreabilidade e, além de tudo, qualidade. O Espírito Santo é um bom resumo do que há no mercado brasileiro: grande produção de conilon, relevante produção de arábica com alto valor agregado, uma cadeia sustentável e ganhando mercado lá fora. Temos que mostrar isso com mais força para o mercado do café e também para os consumidores em geral. A Colômbia fez um forte trabalho de marca em cima da qualidade e conseguiu agregar valor ao seu produto. O nosso objetivo é o mesmo, queremos marcar posição como origem sustentável", explicou Michel Tesch, subsecretário de Agricultura do Espírito Santo.
O trabalho vai além da formulação de uma marca e de um discurso. Há tempos que a cadeia capixaba do café tem feito uma aproximação forte com operadores do comércio internacional e com a indústria mundial. "O marketing é muito importante, mas temos que intensificar o boca a boca com quem tem influência mundial no mercado de café. Trouxemos, nos últimos dois anos, algumas comitivas estrangeiras de peso para conhecerem in loco a nossa cadeia. Vários deles viraram verdadeiros embaixadores nossos lá fora. Estou falando de europeus, norte-americanos e asiáticos. A identidade virá para complementar e dar força para este nosso posicionamento", assinalou Tesch.
O café é historicamente hegemônico no agro do Espírito Santo. Pelas contas da Secretaria de Estado da Agricultura, está em 69% das propriedades do Estado. Em Minas Gerais, maior produtor do Brasil, chega perto de 20%. Cerca de 70% do conilon produzido no Brasil (que é o segundo maior produtor do mundo) sai das lavouras capixabas. Para a safra 2025/2026 a expectativa é de que sejam colhidas 18 milhões de sacas de 60 quilos. O arábica fica mais nas regiões Serrana e Caparaó. São esperadas, na próxima safra, 3 milhões de sacas. Nos últimos anos, o arábica capixaba tem se destacado pela sua altíssima qualidade, com sacas que valem alguns milhares de reais. "Em princípio, a identidade é para o café produzido no Espírito Santo, mas há conversas com entidades de outros estados e isso pode ser ampliado".

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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