Como a coluna já havia adiantado, o cheque mínimo será de R$ 20 milhões e o máximo de R$ 50 milhões. As companhias terão quatro anos de carência e dez anos ao todo para quitar o débito com o Bandes. O foco do programa são as companhias de porte médio. A taxa será igual à Selic, hoje em 13,75% ao ano. Dependendo do local onde a empresa for se instalar, haverá um desconto de até 10% nos juros. O objetivo do governo do Estado é incentivar a ida de investimentos para regiões menos desenvolvidas do Espírito Santo, casos de Noroeste, Nordeste, Centro-Oeste, Caparaó e Central Sul.
A agenda ESG (Enviromental, Social and Governance - em português, Ambiental, Social e Governança), como já diz o nome do novo fundo, terá muito peso na escolha dos projetos (40%). Os projetos comprometidos com o meio ambiente, com as questões sociais, com a diversidade e com as melhores práticas corporativas estarão em vantagem. As debêntures emitidas não serão conversíveis em ações das empresas emissoras, ou seja, o Bandes quer o retorno do investimento e não vai virar sócio de eventuais devedores.