Segundo o governador Renato Casagrande, que tem feito a interlocução com a União sobre o tema pelo Espírito Santo e também, em parte por Minas Gerais, está havendo um debate técnico dentro do Ministério do Meio Ambiente. "Conversei com o Rui Costa sobre o tema, que é muito importante para o Espírito Santo e também para Minas Gerais. Está havendo um debate dentro Ministério do Meio Ambiente sobre a retirada dos rejeitos do leito do Rio Doce, principalmente das hidrelétricas instaladas ao longo do rio. É uma discussão técnica que precisa terminar para que as coisas se encaminhem. Estão trabalhando para fechar isso até dezembro, vamos aguardar".
No final de agosto, o governador de Minas, Romeu Zema, veio ao Palácio Anchieta, fora da agenda oficial, só para falar sobre a necessidade de sair logo o acordo, afinal, são bilhões extras que irrigarão os cofres dos dois estados e das várias prefeituras diretamente afetadas pelo derramamento da lama (Colatina, Linhares e Baixo Guandu no caso capixaba). A conta para a reparação da tragédia ficará na casa dos R$ 120 bilhões. Cerca de R$ 60 bi já foram quitados por Vale e BHP Billiton, donas da Samarco, por meio de investimentos e indenizações pagas pela Fundação Renova. O governo do Espírito Santo e municípios afetados devem receber R$ 17 bi (parte livre e parte com destinação já prevista) ao longo de dez ou 15 anos.
Uma parte desses bilhões deve ir para as obras de ampliação, melhoria de traçado e duplicação da BR 262, que liga Espírito Santo e Minas.