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Oportunidade

Desmontagem de plataformas de petróleo: um negócio de R$ 5 bi só no ES

Até 2029, serão desmobilizados 3.773 poços de óleo e gás no Brasil, sendo 403 no Espírito Santo. Trata-se de um trabalho muito complexo, que demanda altos investimentos

Publicado em 17 de Abril de 2025 às 03:50

Públicado em 

17 abr 2025 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Anna Nery
Navio-plataforma Anna Nery, da Petrobras, na Bacia de Campos Crédito: Carlos Alberto Silva
Até 2029, serão desmobilizados 3.773 poços de óleo e gás no Brasil, sendo 403 no Espírito Santo. O investimento total para fazer o abandono permanente, a remoção das linhas, dos equipamentos e a desmobilização das unidades de exploração ficará em R$ 70,2 bilhões no país e de R$ 5,3 bi no Estado. Os dados estão no Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural da Findes.
O aporte gigantesco é para que tudo seja feito dentro dos padrões exigidos, principalmente os ambientais. Uma bela oportunidade para empresas de setores como o metalmecânico, de destinação de resíduos e para a indústria naval. Estaleiros especializados em descomissionamento de embarcações e demais aparelhagens não são comuns no Brasil, por isso, boa parte desses bilhões costumam ir para Ásia, Europa e Estados Unidos.
Até 2028, somente a Petrobras, em todo o Brasil, irá desmobilizar 23 plataformas, um aporte de US$ 11 bilhões. Outras 40 virão daí para frente. O trabalho exige legislação ambiental específica e muita tecnologia. Outro detalhe importante: os componentes de um navio têm alto valor de mercado, portanto, há oportunidade para ganhar com o descomissionamento e também com a destinação final dos equipamentos e materiais que serão desmontados.
Como o Espírito Santo está de frente para o pré-sal, o Estado é visto com bons olhos pelos investidores. A Vports já disse que estuda a possibilidade da instalação de uma estrutura na área de 500 mil m² que possui em Barra do Riacho, Aracruz, e a gigante M.A.R.S. (Modern American Recycling Services) já tem um memorando de entendimento assinado com o Porto Central, que está sendo construído em Presidente Kennedy, Sul do ES, para a construção de um estaleiro no complexo. Boas oportunidades não faltam.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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