Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Alternativa

Dívida dos estados: com contas em dia, Espírito Santo quer propor "cadastro positivo"

Objetivo é valorizar e premiar os entes federados que fazem o dever de casa. O Estado, que até o início dos anos 2000 possuía uma dívida relevante, vem arrumando a casa desde 2003

Publicado em 28 de Março de 2024 às 03:50

Públicado em 

28 mar 2024 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Renato Casagrande, governador do Espirito Santo
Renato Casagrande, governador do Espirito Santo Crédito: Ricardo Medeiros
Em meio a mais um processo de renegociação das dívidas dos estados com a União, tema de difícil solução econômica e política, e que, exatamente por isto, de tempos em tempos volta à pauta nacional, o Espírito Santo pretende apresentar uma proposta diferente, com o objetivo de valorizar e premiar os entes federados que fazem o dever de casa, uma espécie de "cadastro positivo" da federação.
O Espírito Santo, que até o início dos anos 2000 possuía uma dívida relevante junto ao governo federal, vem arrumando a casa desde 2003 e, hoje, tem um débito completamente equacionado: menos de R$ 7 bilhões a serem pagos ao longo de 20 anos. Com uma disponibilidade atual de caixa de R$ 8 bi o governo estadual poderia, se quisesse, quitar tudo à vista. Na outra ponta da história, estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, populosos e, consequentemente, com muita força política, estão sempre batendo à porta do Ministério da Fazenda pedindo renegociação, claro, com desconto. Hoje, pelas contas do Tesouro Nacional, a dívida dos estados está em R$ 740 bilhões. São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais respondem por 90% disso aí - R$ 660 bi.
"Vou pedir ao Benício (Costa, secretário da Fazenda) para estudar o tema, estamos pensando em alguma proposta para incluir no debate e levar aos demais governadores e ao ministério da Fazenda", adiantou o governador Renato Casagrande. A ideia é criar uma formato que premie os estados que estão com as contas saneadas e que não dependem de acordos com a União para manter o seu funcionamento. A intenção é sair da lógica negativa e entrar na positiva, como no Cadastro Positivo dos consumidores em geral. Antes, só havia o negativo, com a criação do positivo, em 2019, os consumidores com bom histórico de pagamento, antes esquecidos no debate, passaram a ter a possibilidade de negociar crédito mais fácil e barato. O formato para os entes federados será diferente, mas a lógica deve ser parecida.  
Desde os anos 90, quando as dívidas estaduais foram federalizadas, os maus pagadores sempre conseguem descontos nos débitos e não cumprem as condicionantes estabelecidas nos acordos. O resultado é que o prejuízo, antes restrito às fronteiras estaduais, passa a ser dividido pelos contribuintes de todo o país. Difícil ver justiça nesta situação.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vídeo mostra homem agarrado ao teto de viatura da PM em Vila Velha
Vídeo mostra homem agarrado ao teto de viatura da PM em Vila Velha
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 22/04/2026 
Imagem de destaque
Maior produtor de camisinhas do mundo pode subir preços em até 30% por causa da guerra no Irã

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados