Pelas regras já estabelecidas, o governo deve dar uma resposta até janeiro de 2024, 18 meses antes do vencimento do contrato. Portanto, o ano de 2023 será decisivo. A expectativa dos executivos da EDP Brasil é de que a resposta saia até meados do ano. A multinacional portuguesa está animada, mas apresenta as suas condições.
"A EDP cumpre com todos os requisitos estabelecidos em contrato, vem investindo na confiabilidade do sistema, topa estabelecer metas mais agressivas e mudar o índice do reajuste da tarifa de IGP-M para IPCA. A única coisa que queremos é que o governo federal utilize agora o mesmo modelo de renovação usado em 2015, com concessionárias que têm Estados como acionistas, casos de Copel (PR) e Cemig (MG). Nesses casos, a renovação foi não onerosa, ou seja, as concessionárias não pagaram nada a União pela renovação do contrato. Queremos que o mesmo modelo seja aplicado para nós, uma renovação não onerosa, que o dinheiro seja usado 100% em investimentos na qualidade e robustez do sistema. Somos da primeira leva de privatizações, todo o setor está de olho no que vai ser feito aqui", assinalou o CEO da EDP Brasil, João Marques da Cruz, que esteve em Vitória esta semana.
O executivo disse que já tem boas conversas em andamento com o governo Lula e não crê que a mudança de governo vá atrapalhar o processo. O governador Renato Casagrande apoia a manutenção da EDP como concessionária responsável pela distribuição de 90% da energia consumida no Estado. A antiga Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas) foi a primeira distribuidora privatizada no Brasil, em 1995.