A ideia é entregar uma plataforma logística importante para o Brasil e, ao mesmo tempo, olhando para as necessidades internas, ganhar escala nas negociações, principalmente com grandes fornecedores, fato comum em se tratando de portos. Recentemente, uma dessas contratações chamou a atenção dos executivos para a necessidade de se aprofundar nas conversas. Uma mesma draga, vinda da Holanda, prestou serviços para alguns terminais aqui do Estado. Todos os acordos foram feitos separadamente o que, no todo, acabou ficando mais caro do que se tivesse havido uma negociação conjunta.
"Podemos disputar uma carga ou outra, mas os ganhos que poderemos ter vão muito mais além. Tem a questão das negociações com fornecedores, mas a conversa vai no rumo de fazer do
Espírito Santo um grande hub de serviços logísticos e portuários, com um alto nível de entrega. Isso acontecendo, o bolo vai ficar maior e as nossas fatias também", assinalou um executivo.
As conversas passam ainda pelas oportunidades, há pouco fora do radar, que começam a aparecer.
O Grupo Imetame, dono do Porto da Imetame e conhecido por sua verticalização, está construindo, praticamente dentro de casa, a sua estrutura, algo impensável há pouquíssimo tempo. A companhia fundou uma empresa de serviços marítimos, a Eagle, que, por exemplo, faz dragagens. Ou seja, o que antes precisava ser contratado lá longe, agora está disponível em Aracruz.
Tudo dando certo, além de ser um ganho de eficiência para as companhias daqui, podemos estar assistindo ao surgimento de uma nova vertical de negócios para a economia capixaba.