O 5G tem como um dos pilares a fibra, afinal, demanda uma alta capacidade de tráfego. Já estamos trabalhando com as operadoras para disponibilizarmos essa fibra. Para oferecer serviços diferenciados, aí entra uma segunda etapa, vai ter de crescer o número de antenas numa quantidade que se estima entre 10 e 15 vezes. Por isso que o prazo de implantação começa ser esticado, o trabalho não é pequeno. O segundo pilar é a baixa latência (atraso entre o momento que você aperta o botão e que a informação é recebida). Nos jogos online, por exemplo, se o jogador estiver longe do servidor, ou seja, com alta latência, ele não consegue ser competitivo. Em operações críticas, como medicina e carros autônomos, a latência precisa ser muito baixa, afinal, não pode ter demora entre ação e reação. Isso significa levar antenas para mais perto de computadores e demais equipamentos. Esta é uma demanda que vai se consolidar ao longo dos próximos dois ou três anos. Acredito que a utilização do 5G para missões mais críticas, caso da medicina, começará em dois ou três anos.