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Travas

Empresários querem aproveitar tarifaço para acertar distorções históricas

Objetivo do setor produtivo é que os governos entendam a importância de uma agenda de competitividade, que vá além de um socorro pontual

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 03:00

Públicado em 

27 ago 2025 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Contêineres
Contêineres no pátio Terminal Portuário de Via Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
Produtos importantes da pauta exportadora capixaba, como café, rochas, pescados, gengibre e outros, seguem na lista de produtos que precisam pagar 50% de taxa para entrar nos Estados Unidos. Perda de competitividade na veia, afinal, os concorrentes estão pagando tarifas bem menores no maior e de mais valor agregado mercado consumidor do planeta. Diante do revés, o empresariado acompanha com atenção as medidas de socorro anunciadas pelos governos federal e do Espírito Santo. Mas eles querem ir um pouco além.
Na visão do setor produtivo, a concessão de crédito subsidiado (os governos entram com recurso público para garantir taxas de juros mais baixas que as de mercado), que é o que vai ancorar as ações governamentais, é importante, vai ajudar no primeiro momento, mas uma hora vai acabar e o recurso, claro, vai precisar ser devolvido. Ou seja, é um fôlego em um momento complicado, mas não será a solução. A devolução do crédito de ICMS (os exportadores pagam o tributo ao longo da produção, mas, como as vendas para fora do país são isentas de ICMS, não conseguem fazer a compensação) é mais interessante, mas não virá no volume necessário. Por tudo isso a defesa será para aproveitar o momento de crise para enfrentar questões estruturais, que há anos tiram a competitividade dos produtos brasileiros.
"Depois do tarifaço a gente ouve muito a sugestão de buscarmos novos mercados. A questão é que temos dificuldades até internamente. Veja por exemplo as alíquotas de ICMS em cima do café. Aqui no Espírito Santo é de 7%, mas em vários estados é de 12%, se vendemos para esses estados, temos de pagar o diferencial, que é alto. Isso precisa ser enfrentado, não precisamos esperar a reforma tributária. Assim como a devolução dos créditos de ICMS, que precisa ser mais eficiente no Espírito Santo, como já acontece em outros Estados. Além disso, o Brasil precisa negociar melhor com os países compradores de café. Em vários casos os mesmos países colocam tarifa de importação em cima do nosso café e zeram para o café do Vietnã. São temas estruturais que precisam ser definitivamente enfrentados", assinalou um importante dirigente e executivo da indústria cafeeira do Espírito Santo.  

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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