É o primeiro passo de algo que tem tudo para ir longe. A Nater Coop já negociou a exportação de outros cinco contêineres da especiaria, que devem ser embarcados em breve. "Queremos estimular essa produção entre nossos associados, aproveitando a assistência que nós da cooperativa oferecemos, seja na aquisição de insumos, assistência técnica ou compra da produção a valores justos”, destaca o presidente da cooperativa, Denilson Potratz.
Com este movimento, a Nater Coop entra de cabeça em um processo muito maior. O Espírito Santo é, hoje, o maior exportador de pimenta-do-reino no Brasil. O Pará, tradicional produtor da especiaria, ficou para trás. Tendo em vista que o Brasil é o segundo maior exportador do mundo, com 15% do mercado, não é pouca coisa.
As exportações das pimentas brasileiras para os países da Liga Árabe, da qual o Egito faz parte, têm crescido forte. De 2017 a 2021, as vendas aumentaram muito: 47,5% ao ano em volume e 41,7% ao ano em valor. Em 2021, foram exportados US$ 306 milhões.
No Espírito Santo, a produção está concentrada na agricultura familiar: são 11,5 mil ao todo.