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Confusão

ES não irá ao Supremo questionar ICMS dos combustíveis. Por enquanto

Governo do Estado optou por acompanhar, um pouco mais de longe, guerra jurídica que virou a redução de impostos em cima de vários itens de peso na arrecadação

Publicado em 08 de Agosto de 2022 às 17:28

Públicado em 

08 ago 2022 às 17:28
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Diesel - caminhão
Crédito: Carlos Alberto
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, tomou a decisão de, por enquanto, não ir ao Supremo Tribunal Federal questionar as perdas de arrecadação causadas pela lei aprovada pelo Congresso que limitou, em 17% ou 18% (depende do Estado), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.
Pelas contas da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo, até o final do ano, o impacto na arrecadação de Estado (75%) e municípios (25%) será de R$ 1,14 bilhão. Secretários estaduais de Fazenda alegam que a lei fere princípios constitucionais como o pacto federativo. Na avaliação deles, a fixação de alíquota do principal imposto dos Estados viola a autonomia financeira e traz ônus excessivo e desproporcional aos cofres estaduais e municipais.  
De maneira liminar, São Paulo, Piauí, Alagoas e Maranhão conseguiram, no STF, compensar parte das perdas por meio de abatimento das prestações da dívida que têm com a União. Em outra frente, via ação direta de inconstitucionalidade (ADI), onze Estados e o Distrito Federal pedem a suspensão imediata da lei. No meio dessa guerra, o STF, a pedido do ministro Gilmar Mendes, montou uma comissão de conciliação com participação de Estados e União. Os trabalhos estão andando e devem terminar no começo de novembro.
O Espírito Santo, que não é signatário de qualquer ação, acompanha todos os movimentos antes de tomar uma decisão definitiva. No decorrer de 2022, o Estado tem R$ 42,7 milhões para pagar em dívidas com o governo federal, ou seja, não chega nem perto do rombo aberto pela lei do ICMS.
Este é mais um capítulo da guerra entre governadores e governo Bolsonaro. O presidente sempre defendeu o corte no ICMS para reduzir o valor dos combustíveis. Os governadores dizem que o imposto não é o culpado pela disparada dos preços e que sua redução causaria forte impacto nas contas regionais. Por sua vez, o Planalto aponta um aumento constante de arrecadação nos últimos meses. Os Estados contra-argumentam afirmando que se trata de algo temporário, causado principalmente pela inflação em alta. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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