O resultado é uma expansão exponencial do potencial identificado no Espírito Santo: muito superior ao identificado há 13 anos, que era de 4,7 gigawatts (GW) por ano. O potencial eólico identificado no Estado supera os 140 mil gigawatts de capacidade de geração anual.
O que explica uma diferença tão grande? Novas tecnologias de medição, novas tecnologias de geração e mais áreas mapeadas. Na avaliação de quem acompanhou de perto a produção do documento e que sabe bem o que pode vir a partir da publicação do material, o resultado foi além do esperado, revelando um grande potencial de geração de energia limpa e atração de grandes investimentos.
A região Sul do Estado é uma grande aposta para a geração de energia eólica no mar. O Estado possui quatro projetos de complexos eólicos offshore com processo de licenciamento ambiental aberto no Ibama. O aporte é na casa de bilhões de dólares. O problema é que o Ibama sinalizou que não vai conceder nenhuma licença antes que as regras do jogo estejam estabelecidas. O governo federal ficou de definir como será feita a cessão de uso do espelho d'água até dezembro. É o que os investidores esperam.
Os empreendedores que já apresentaram os projetos no Espírito Santo e agora aguardam uma definição por parte do governo federal são: Votu Winds, Geradora Eólica Brigadeiro II, Bluefloat Energy do Brasil e Shell.
O hidrogênio é um dos elementos mais abundantes da natureza, só que ele não é encontrado naturalmente disponível para ser usado como combustível. Por isso, precisa ser produzido a partir de processos, a chamada eletrólise, que isolam a molécula de hidrogênio. Este processo de isolamento é que determina se o hidrogênio será limpo ou não. Se as matrizes para a realização da eletrólise forem renováveis (eólica e solar são), o hidrogênio é considerado uma energia limpa, o chamado hidrogênio verde. O hidrogênio pode ser transportado em navios, é o que os europeus e todo o resto do planeta estão querendo.