O recado foi dado no lançamento do Atlas Eólico, em 26 de agosto, que contou com representantes da
União Europeia e do governo alemão, e vem sendo reforçado, em rodas menores, por empresários e executivos europeus com negócios no Espírito Santo. Eles estão vendo de perto o drama de uma
Europa sem o gás necessário para aquecer sua população às vésperas do sempre rigoroso inverno. A guerra reduziu a oferta russa e fez disparar os preços do combustível no mundo todo.
Na visão deles, Brasil e Espírito Santo têm tudo para se beneficiarem bastante do cenário, agora e no longo prazo, mas precisam começar a fazer a coisa andar. O incentivo à aplicação do hidrogênio verde por parte da indústria (e o Espírito Santo tem grandes players), e do próprio gás natural, é o que mais tem sido pedido e é uma grande fonte de preocupação. Na visão deles, o negócio só vai começar a andar e, consequentemente, chegará à escala que os europeus necessitam se a indústria local começar a descarbonizar, a consumir e a demandar energia limpa. Se a indústria, que é a grande consumidora mundial de energia, não quebrar o ciclo, não vai andar.