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Agronegócio

Exportação de café pelo Espírito Santo cai 57% em 2025

Nada a ver com o tarifaço dos EUA para cima do Brasil. A causa aqui é a mesma que provocou a queda acentuada dos preços do produto do começo do ano para cá: as boas safras nos grandes produtores do planeta

Publicado em 14 de Agosto de 2025 às 03:00

Públicado em 

14 ago 2025 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Porto
Operação com contêineres no Complexo Portuário de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Nos primeiros sete meses de 2025, as exportações de café pelo Espírito Santo encolheram 57%, de 4,79 milhões de sacas de 60 quilos para 2,06 milhões de sacas. Estamos falando majoritariamente do conilon, já que o arábica, há muitos anos, sai quase todo por Rio de Janeiro e Santos. Nada a ver com o tarifaço dos Estados Unidos para cima das exportações brasileiras. A causa aqui é a mesma que provocou a queda acentuada dos preços do produto do começo do ano para cá: as boas safras de café nos grandes produtores do planeta, destacadamente no Vietnã. Os dados foram compilados pelo Centro do Comércio de Café de Vitória.
O país asiático, que vem de dois anos de safras ruins por questões climáticas e é o maior produtor de conilon do mundo, recompôs praticamente toda a sua produção e fez vendas muito relevantes, principalmente para Europa e Estados Unidos, no começo de 2025, quando o café estava nas máximas históricas. O saldo deste movimento para lá de relevante é de queda nos preços e mercado mais restrito. Em resumo, é isso que explica o saldo da balança comercial cafeeira do Estado entre janeiro e julho.
Outro detalhe importante ajuda a explicar o tombo. No ano passado, diante da escassez de café no mundo, o Espírito Santo vendeu muita coisa no primeiro semestre, período que antecede a safra (a de conilon acabou no mês passado) e que, por isso, historicamente é de vendas menos aquecidas. Por exemplo: em março de 2023, foram exportadas 171,06 mil sacas e, em março de 2024, foram 886,12 mil. O ganho de velocidade, diante do contexto da ocasião, foi muito grande, agora, a coisa começa a normalizar.
Apesar da forte queda em relação a 2024, as vendas de 2025 estão 20% acima das de 2023, ano que já tinha sido considerado muito bom. Por isso, a crença é de que haverá uma queda, mas que o conilon capixaba aproveitou o espaço dado pela concorrência para ganhar mercado e, agora, está em um outro patamar.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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