A Blue Terminals, do Grupo Zmax, está com o pé firme no acelerador para tirar do papel, o quanto antes, o Terminal de Granéis Líquidos (TGL) Praia Mole, na Ponta de Tubarão. Com um investimento inicial de R$ 340 milhões, a ideia é utilizar a área, que faz parte do complexo da Vports, para, em princípio, exportar petróleo. No local, serão feitas as chamadas operações ship-to-ship (do navio que vem das áreas de produção para as gigantescas embarcações que levam o óleo mundo afora). A empresa trabalha em três frentes fundamentais: licenciamento ambiental, fechamento do contrato com a Vports (ainda em negociação) e captação de clientes. As três andam bem.
Do ponto de vista comercial, a empresa tem um memorando de entendimentos (MoU), espécie de pré-contrato, assinado com a Petrobras e está conversando com a Shell. As duas respondem por mais de 70% da indústria brasileira de petróleo. As companhias estão em busca de estruturas para escoar a produção, que será majoritariamente exportada. Trata-se de um gigantesco mercado que ainda tem muita margem de expansão. Hoje, o Brasil produz cerca de 3,5 milhões de barris de óleo por dia. Até 2030, serão 5 milhões/dia. No ano passado, o Brasil exportou 52% do que produziu, como a produção vai crescer muito acima do consumo interno, o caminho é a exportação. "Quem chegar primeiro vai beber água mais limpa", brinca um importante executivo da área.
A Blue Terminals quer iniciar as suas operações até o final de 2027, com 25 metros de calado e capacidade para cerca de 100 milhões de barris por ano. Nas próximas semanas deve ser assinado o acordo com a Vports (por ora é um memorando de entendimento). O licenciamento junto ao Iema também está caminhando.