"Temos tudo para ter uma unidade de amônia e ureia em Linhares. É um desdobramento do gás natural que o Estado produz na sua costa e tem capacidade para tratar nas unidades de Cacimbas (UTGC) e Anchieta (UTGSul). Ficaria em uma região próxima de terminais portuários e de linhas férreas que ligam o Espírito Santo ao Centro-Oeste, grande consumidor brasileiro de fertilizantes. O Brasil, e esta guerra da Rússia contra a Ucrânia mostrou isso, não pode seguir tão dependente do fertilizante estrangeiro", argumentou Ferraço. "Apresentamos tudo isso ao presidente da Petrobras e ele ficou de analisar o assunto, trazer o investimento previsto há mais de dez anos a valor presente e avaliar as possibilidades".
Ferraço, por sua vez, se comprometeu a apresentar a Prates um estudo de viabilidade técnica e econômica que será tocado por técnicos da Findes e da Secretaria de Desenvolvimento. "Estamos muito bem localizados e trata-se de um insumo vital para uma atividade que é estratégica para o crescimento da economia brasileira. O estudo vai mostrar isso com detalhes".
O Polo Gás-Químico de Linhares, um empreendimento avaliado (há mais de dez anos) em US$ 4 bi, virou notícia no início da década passada (final do segundo mandato de Lula e início do governo Dilma), quando a Petrobras colocou no seu Plano de Negócios a intenção de construir unidades produtoras de fertilizantes em vários lugares do país, entre eles, Linhares. O governo do Estado chegou a investir R$ 10 milhões na desapropriação de uma fazenda, de 415 hectares, na localidade e Palhal, onde ficaria a fábrica, mas nada saiu do papel.