Os anos de 2020 e 2021 foram desastrosos para o mercado de feiras e eventos de todo o planeta. Não foi diferente aqui no Espírito Santo.
Uma doença facilmente transmitida pelo ar golpeou duramente o segmento onde o fundamental é estabelecer proximidade, conversar olho no olho. Algumas tentativas, como as feiras online, foram feitas, mas nada que prosperasse.
O ano de 2022 chegou com a população majoritariamente vacinada e o medo da proximidade aos poucos foi diminuindo.
Era chegada a hora da retomada, e ela veio acima do que os mais otimistas esperavam. Algumas das feiras empresariais mais relevantes do Estado têm experimentado uma expansão que supera os 25% em relação aos eventos realizados em 2019. Só não vai mais por conta da falta de espaço. A demanda reprimida é a 'culpada'.
"A pandemia nos ensinou muita coisa, os encontros remotos foi um desses ensinamentos, mas os negócios precisam do olho no olho. Numa feira muitas coisas surgem de um simples esbarrão, a vida é assim. O remoto é muito relevante e veio para ficar, mas as pessoas estavam ansiosas pela volta dos encontros, havia uma demanda reprimida. As empresas sabem da necessidade de um bom posicionamento e as feiras têm esse papel", explica Flavia Milaneze, CEO da Milanez & Milaneze, empresa capixaba que faz parte do grupo italiano Vernonafiere, especializado na realização de feiras.
A Mec Show, uma das principais feiras do setor metalmecânico e inovação industrial do país, cresceu 25% em relação à ultima edição, realizada em 2019. A Cachoeiro Stone Fair, que acontece no final de agosto, terá uma expansão de 10% em relação ao evento de 2019. Só não vai mais porque o Parque de Exposições de Cachoeiro não comporta. A Vitória Stone Fair, que acontece em fevereiro, já está 80% vendida e deve avançar algo próximo a 20% em relação à última edição, em fevereiro de 2020. Assim como a Mec Show, a Vitória Stone Fair é abrigada no Pavilhão de Carapina.
"Um espaço moderno, feito para a realização de grandes eventos, naquele local, ao lado do Aeroporto, tem tudo para dar certo", afirma Flavia Milaneze.