"Nossa defesa principal segue sendo a Serra do Tigre. Toda a argumentação técnica está no documento apresentado, mas, depois de muita conversa e estudos, inclusive com a participação de engenheiros e técnicos da VLI, chegamos a esta nova possibilidade. Na Serra do Tigre, o foco está nas cargas do Triângulo Mineiro e entorno, nesta nova proposta, a ideia é trazer a produção do Norte e Noroeste mineiro, que está em expansão. A variante da Serra do Tigre é uma ferrovia de 360 quilômetros, na segunda possibilidade apresentada, estamos falando de um ramal de cerca de 100 quilômetros, que sairia por R$ 2 bilhões. Ou seja, um investimento menor, mas que trará carga, não no mesmo volume, mas trará", explicou o vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado, Ricardo Ferraço, que está à frente das negociações pelo governo capixaba.
Nos exercícios feitos pelos técnicos da VLI e do governo do Estado, as intervenções propostas,
que também incluem a construção de novos terminais intermodais de captação de cargas, trariam 10 milhões de toneladas a mais por ano. Hoje, o Corredor Leste da VLI, que utiliza os portos do Estado, movimenta algo próximo a 5 milhões de toneladas por ano. "É uma proposta feita a quatro mãos (em parceria com a VLI), agora, a ANTT fará o seu julgamento, entretanto, consideramos que trata-se de algo irrecusável. Está dentro do orçamento já proposto, está em linha com os desejos de Minas Gerais e atende o Espírito Santo", assinalou Ferraço.
No mesmo pacote entrou uma solicitação de modernização do ramal Piraqueaçu - entre João Neiva e Barra do Riacho (Aracruz). "Trata-se de um investimento cruzado, já que o ramal está dentro da Vitória-Minas, que é administrada pela Vale (a FCA, da VLI, conecta-se à Vitória-Minas em Belo Horizonte e vem para o Espírito Santo). Para que a carga do Brasil Central chegue aos portos de Aracruz com eficiência, precisamos retificar Piraqueaçu. Um investimento de R$ 500 milhões. Portanto, o nosso pleito total fica em R$ 2,5 bilhões, o que é muito adequado".