O material fará uma defesa firme da construção da variante da Serra do Tigre, em Minas Gerais, solicitará investimentos como a ligação ferroviária entre Unaí (MG) e Pirapora (MG), proporá mais terminais intermodais de captação cargas ao longo da ferrovia e a ampliação da capacidade do ramal de Piraqueaçu (entre João Neiva e Barra do Riacho, já na Ferrovia Vitória-Minas). O objetivo é fortalecer o Corredor Centro-Leste como alternativa para escoar as mercadorias principalmente do Triângulo Mineiro e do Noroeste de Minas.
A intenção é ter uma conexão direta e robusta com o Brasil Central e mostrar que faz sentido, economicamente, para o Brasil escoar produção pelos terminais portuários instalados, em instalação e ainda a serem instalados ao longo da costa capixaba. A redução dos custos logísticos com as melhorias propostas na FCA (incluindo aí Serra do Tigre) chegariam aos R$ 2 bilhões por ano já em 2025. O dado é da Federação das Indústrias do Espírito Santo.
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Até pouco tempo, diziam que o Espírito Santo não tinha porto, portanto, não havia motivo para investimentos tão robustos em ferrovias. Entretanto, o fato, hoje, é que são vários os empreendimentos portuários em expansão, em obras e projetados ao longo de toda a costa. Um volume enorme de investimento privado, com todas as condições de escoar parte relevante da produção brasileira. O documento que iremos apresentar aponta todos esses fatos e sugere investimentos ao longo da ferrovia para captar mais carga e aumentar a eficiência da estrutura. A proposta atual de renovação não prestigia os investimentos que estão sendo feitos no Estado", disse o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço.
"Dos quase R$ 10 bilhões de investimento propostos pela VLI para o Corredor Centro Leste, mais de 90% são em vagões e locomotivas. Menos de 10% vão para a estrutura da malha. Além disso, o maior volume de investimentos só começa depois do décimo segundo ano de concessão. É inaceitável, estamos apontando tudo isso no documento. A ANTT precisa fazer uma revisão, afinal, a ferrovia precisa de carga e o país precisa de um transporte mais eficiente. Hoje, trazer milho de caminhão de Goiás para o Espírito Santo fica 30% mais barato do que trazer de trem".