O Porto Central é um dos maiores projetos de infraestrutura do país. Só a primeira fase, focada no transbordo e exportação de petróleo, vai consumir algo perto de R$ 3 bilhões. A ideia é que o início das operações catapulte os demais negócios e os investimentos previstos para o complexo logístico e industrial, que ocupará uma área de 2 mil hectares ou 20 milhões de metros quadrados (para efeito de comparação, o município de Vitória tem 93 milhões de metros quadrados) e terá uma profundidade de 25 metros, portanto, poderá receber os maiores navios do mundo sem qualquer restrição. Hoje, nenhum porto brasileiro tem essa capacidade.
A ideia dos proprietários (TPK Logística, controlada pela Organização Polimix) é transformar o Porto Central em um hub logístico continental, ou seja, receber os maiores navios do mundo em Presidente Kennedy e distribuir a carga por toda a América do Sul, com navios menores (que entram nos portos disponíveis), a partir do extremo Sul capixaba. Haverá terminais especializados em grãos, minério, fertilizantes, petróleo e contêineres. Haverá área, por exemplo, para a instalação de estruturas gigantes de armazenamento de petróleo, que poderiam se transformar nos famosos estoques reguladores, em falta no Brasil tão relevantes em tempos de guerra...
Diante do enorme equipamento logístico, a expectativa é de atrair indústrias para o entorno. Já há um memorando de entendimento assinado com a M.A.R.S. (Modern American Recycling Services), empresa norte-americana especializada no descomissionamento de navios e a instalação de uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação), uma área industrial de livre comércio, também está prevista no projeto.
Iniciado no final da primeira década dos anos 2000, o projeto do Porto Central tem força para abrir uma nova (e necessária) fronteira de desenvolvimento para o Sul do Espírito Santo.