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Energia

Fundo bilionário de descarbonização do ES abre opções, mas precisa ser bem direcionado

O governador Renato Casagrande anunciou, na semana passada, na Conferência do Clima realizada no Azerbaijão, um fundo para transição energética, no ES, que pode chegar a R$ 1 bilhão

Publicado em 17 de Novembro de 2024 às 22:44

Públicado em 

17 nov 2024 às 22:44
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Renato Casagrande discursa na Conferência do Clima, no Azerbaijão
Renato Casagrande discursa na Conferência do Clima, no Azerbaijão Crédito: Secom/Governo do ES
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou, na quinta-feira (14), o lançamento de mais uma linha de investimentos com recursos do Fundo Soberano do Estado. Serão R$ 500 milhões para projetos de descarbonização, ou seja, em investimentos que ajudem na redução do uso de combustíveis fósseis (carvão e petróleo, por exemplo) e ampliem a participação da energia renovável (solar, eólica e biometano, por exemplo). O fundo de descarbonização e transição energética lançado pelo governador capixaba na Conferência do Clima, no Azerbaijão, pode chegar a R$ 1 bilhão, já que o Bandes (Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo) vai buscar fazer uma parceria junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A ideia, sem dúvida, é das melhores. O governo está usando dinheiro oriundo da exploração de recursos fósseis (o Fundo Soberano é abastecido com parte do dinheiro que o Estado recebe em royalties e participações especiais, já são quase R$ 1,8 bi em caixa) para investir na limpeza da matriz. O ponto, agora, é montar um esqueleto regulatório bem assertivo para a empreitada, que possibilite a chegada dos recursos no que de fato seja transformador nessa indústria que vai crescer muito nos próximos anos: a da energia limpa. O Brasil tem todos os atributos para ajudar o mundo a limpar a sua matriz energética e, dentro do Brasil, o Espírito Santo está bem posicionado. A injeção deste recurso, portanto, passa a ser um diferencial capixaba aqui dentro.
Quem entende do assunto afirma que o governo do Estado precisa evitar que o dinheiro se espalhe por diversas iniciativas que não sejam estruturantes. Na visão deles é uma oportunidade de ouro para que o Espírito Santo apoie e traga projetos que irão sustentar uma cadeia enorme e que vai crescer muito, uma espécie de indústria de base da energia limpa.
Por exemplo: a produção de energia eólica no mar - muito embora ainda nem tenha sido regulamentada, já há projetos bilionários para o Sul do Estado em espera - depende de gigantescas estruturas de aço e motores elétricos para operar. O Espírito Santo, que abriga indústrias como WEG e Brametal, tem tudo para ser um importante fornecedor da área.
Outro segmento que merece atenção e que depende de muito dinheiro para sair do papel é o CCUS (Carbon Capture, Utilization and Storage, em inglês), técnica que permite a estocagem de gases que provocam o efeito estufa em campos de óleo e gás já utilizados. A Petrobras anunciou, há alguns meses, que vai tocar isso no Espírito Santo. ES Gás, distribuidora de gás do Estado, e petroleiras independentes com atuação no Norte capixaba também estão tocando o seu plano de CCUS.
São apenas dois exemplos, mas a janela de oportunidades é enorme. Portanto, um programa bem direcionado e com o objetivo de ser transformador é fundamental. O Plano de Descarbonização do Espírito Santo pode ser uma bússola.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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