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Negócios

Fusões e aquisições disparam no ES e vão crescer mais

Os juros em alta atrapalham as negociações, mas há muitos setores interessantes na economia capixaba e que estão sendo observados

Publicado em 22 de Novembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

22 nov 2025 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Dinheiro - tempo
Crédito: Carlos Alberto
Relatório da KPMG, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, mostra que o número de fusões e aquisições disparou, no Espírito Santo, do início da década para cá. Em 2020 (ano do início da pandemia, importante lembrar), foram sete processos. Em 2024, 27. Interessante observar que houve uma aceleração ao longo da década: foram 13, em 2021, 26, em 2023, e 27, no ano passado. Em 2025, até setembro, foram 17 operações. O setor de tecnologia e internet, com sete, puxa a fila.
Os juros em alta atrapalham esse tipo de negociação, mas a expectativa é de mais negócios, ainda mais se a expectativa de corte nas taxas se confirmar. “O Espírito Santo, assim como outras regiões do país, sente os impactos gerados pelos altos juros, mas os empreendedores confiam no potencial da região para transformar e impulsionar a economia local”, analisa o sócio de mercados regionais da KPMG, Manuel Fernandes.
No Brasil, em 2025, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações.
A KPMG enxerga enorme potencial nos seguintes segmentos da economia capixaba:
  1. Agronegócio: café, aves, cacau, gengibre, pimenta, mamão, coco e maracujá;
  2. Logística: pode haver consolidação de pequenos players visando maior eficiência operacional;
  3. Setor de rochas;
  4. Óleo e gás;
  5. Mineração.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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