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Ameaça

Ganha corpo na Receita Federal projeto que esvazia Alfândega de Vitória

Para empresários, se a proposta avançar, o poder de decisão vai para o Rio de Janeiro e o ES, que tem 50% do PIB ligado ao comércio exterior, perde competitividade

Publicado em 21 de Setembro de 2022 às 18:59

Públicado em 

21 set 2022 às 18:59
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Complexo Portuário de Vitória, Companhia Docas do Espirito Santo, (Codesa)
Pátio do Terminal de Vila Velha, na Baía de Vitória Crédito: Fernando Madeira
Nos últimos meses, vem sendo gestado dentro da Receita Federal - destacadamente na 7ª Região Fiscal (responsável por Rio e Espírito Santo) - um projeto de regionalização de comandos e processos que preocupa muito o empresariado do Espírito Santo, Estado que tem quase 50% de sua economia ligada ao comércio internacional. Caso saia do papel, a Alfândega do Espírito Santo, que embora faça parte da mesma 7ª Região Fiscal, perderia boa parte de sua autonomia decisória, praticamente tudo seria concentrado no Rio de Janeiro.
O grande medo dos capixabas que tiveram acesso a pontos que estão em debate está na regionalização do despacho aduaneiro. Trata-se de um processo exigido pela Receita Federal em qualquer importação ou exportação. Além de fiscalizar e conferir as mercadorias, o procedimento é realizado para desembaraçar as mercadorias na chegada e na saída de nações diferentes de maneira padronizada. É nele que se verificam os documentos, veracidade das informações declaradas, pagamento de tributos e das despesas alfandegárias. Ou seja, um processo para lá de sensível.
Na visão de empresários e profissionais da área, o Espírito Santo corre alguns riscos caso a regionalização saia, e todos eles deságuam em menos competitividade. O que mais pesa é a perda da interlocução direta com os responsáveis pelo desembaraço da carga. O comando da Alfândega regional deve ficar no Rio e o fiscal responsável, que hoje obrigatoriamente é do Estado, pode estar lotado no Estado vizinho.
Hoje, as Alfândegas fluminenses tomam conta do Porto do Rio, do Aeroporto do Galeão, do Porto de Itaguaí, do Porto do Açu e dos terminais de Macaé. A Alfândega capixaba tem sob sua responsabilidade os portos do Espírito Santo e o Aeroporto de Vitória.
A expectativa do empresariado do Estado, que já começou a se articular, é de que haja uma forte pressão política e econômica sobre a Receita Federal para que o projeto, que na visão deles é muito ruim para as pretensões do Espírito Santo, seja brecado.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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