"O que estamos vendo é uma via de mão dupla. Os investidores capixabas estão entendendo o que é o investimento em private equity (empresas que não estão listadas na bolsa de valores), que dá um retorno interessante e que coloca o fundo como participante da operação. É uma grande experiência de gestão e governança. Além disso, a Treecorp está entendendo que temos por aqui empresas de enorme qualidade. Há algumas no radar, mas nada ainda fechado, esperamos que dê certo como foi com a Decolores", explicou Leo de Castro, conselheiro da Nazca. "Estão observando ativos nos mais variados setores - como alimentos, tecnologia, indústria -, o fundamental é ter faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões e margem para crescer rapidamente".
Os investidores capixabas entraram, ao lado da Treecorp, em investimentos que foram feitos em WeVets (mercado pet), Tânia Bulhões (luxo), SAF do Coritiba (futebol) e no Fundo IV que, entre outros aportes, entrou na sociedade da Decolores. A ideia é fazer mais seis ou oito investidas. "A captação foi de R$ 50 milhões, na primeira rodada, em 2024, e, agora, a expectativa é de que os capixabas coloquem mais R$ 50 milhões. Os retornos têm sido interessantes", assinalou Castro.