O Grupo Marca Ambiental, maior receptor de resíduos do Espírito Santo, inaugura, até dezembro, a sua primeira usina de biometano utilizando gás liberado pelos resíduos orgânicos de seus aterros. A unidade vai ficar em Cariacica, onde está a operação principal do grupo. Um investimento de R$ 70 milhões que vai colocar na rede da ES Gás, distribuidora do Estado, 30 mil m³ por dia. Entretanto, o projeto de combustível renovável oriundo do lixo da companhia capixaba está longe de ter acabado. A unidade de Cariacica, em mais alguns anos, deve bater em, 100 mil m³ por dia e outras regiões e resíduos estão sendo estudados.
"É um negócio novo para nós, estamos fazendo com o maior cuidado, e o nosso horizonte é bastante amplo. Essa usina de Cariacica, a nossa primeira, começará a rodar em dezembro. A nossa ideia é, em um curto espaço de tempo, dobrar a capacidade e chegar, um pouco mais para frente, em 100 mil m³. Além disso, estamos estudando a possibilidade de utilizar o gás eliminado por outros tipos de resíduos para fabricarmos biometano. Dando certo, ampliamos consideravelmente a nossa base de matéria-prima, o que é extremamente relevante", explicou Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis da Marca.
A ES Gás, em seu plano de negócios, prevê a operação de quatro usinas de biometano no Estado até 2030. O Grupo Marca trabalha concretamente em cima de duas, O Grupo Lara, responsável pelos resíduos de Vila Velha, também estuda a instalação de uma usina por lá. A quarta ficaria na Região Serrana. O objetivo do governo do Estado é levar uma usina de biometano para a região de Santa Maria de Jetibá, cidade que abriga algumas das maiores granjas do país. A ideia é utilizar os dejetos das milhões de aves que lá estão como matéria-prima para a geração de energia. Há conversas com alguns grupos interessados.