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Carga tributária

ICMS: Rosa Weber dá respiro momentâneo de R$ 700 milhões ao ES

Presidente do Supremo Tribunal Federal atendeu a um pedido dos governadores e interrompeu o julgamento dos processos que tratam do Difal

Publicado em 14 de Dezembro de 2022 às 03:59

Públicado em 

14 dez 2022 às 03:59
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Rosa Weber, presidente do STF, e o governador Renato Casagrande
Rosa Weber, presidente do STF, e o governador Renato Casagrande Crédito: Divulgação/Secom-ES
A presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, deu um respiro de algo perto de R$ 700 milhões ao governo do Estado em 2023, ano que promete ser desafiador do ponto de vista fiscal. Isso porque ela atendeu a um pedido feito pelos governadores - em reunião realizada segunda-feira (12) no STF - e interrompeu o julgamento dos processos que tratam do diferencial de alíquotas do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre Estados, a já famosa Difal.
O Supremo julgava, no plenário virtual, três Adins (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentadas por entidades empresariais. O debate é em cima do ano em que os Estados podem passar a cobrar o imposto: 2022 (como querem os governadores) ou 2023 (como querem os contribuintes). A diferença pode parecer pequena, mas, somente em 2022, o Espírito Santo arrecadou cerca de R$ 700 milhões com o Difal.
"O ano que vem já será desafiador do ponto de vista fiscal, afinal, teremos de lidar com a redução de ICMS em cima de energia, telecomunicações e combustíveis estabelecida no ano passado pelo Congresso. Aqui no Espírito Santo, o impacto é de R$ 1,6 bilhão. Esse pedido de destaque da ministra Rosa nos dá uma certa tranquilidade para trabalhar", explicou o governador Renato Casagrande.
Mas a tranquilidade pode ser momentânea. No julgamento virtual, o placar estava 5 x 3 em favor dos contribuintes, portanto, faltava apenas um voto para a formação da maioria. Com a decisão de Rosa, o debate volta à estaca zero e será presencial. Se a presidente do STF não tivesse feito a intervenção, o medo dos governadores era ter de começar a devolver os recursos aos contribuintes já em 2023. Assim, o julgamento só voltará no ano que vem, já que o tribunal só tem mais três sessões presenciais em 2022, e os ministros terão de se posicionar novamente, podendo mudar de voto.
O Difal é a solução encontrada para repartir a arrecadação do comércio eletrônico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor. O Espírito Santo é um grande centro de distribuição do comércio eletrônico, mas tem um público consumidor pequeno. Por isso, os valores impactam bastante o caixa do Estado.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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