Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Infraestrutura

Impacto no ES: governo federal segura renovações antecipadas de ferrovias

Ministério dos Transportes montou grupo de trabalho para estudar e aprimorar o instrumento. Vale renovou Vitória-Minas em 2020 e a VLI quer renovação da FCA

Publicado em 12 de Abril de 2023 às 03:50

Públicado em 

12 abr 2023 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

VLI adquire nove locomotivas para transporte de cargas ao Espírito Santo
VLI adquire nove locomotivas para transporte de cargas ao Espírito Santo Crédito: Divulgação/VLI
O Ministério dos Transportes resolveu mexer em uma cumbuca de bilhões de reais e com grande repercussão na infraestrutura logística do Brasil: as renovações ferroviárias antecipadas. Foi instalado, nesta segunda-feira (10), um grupo de trabalho com o objetivo de aprimorar o instrumento. A comissão terá 45 dias de duração, renováveis por mais 45.  
A economia capixaba tem muito a ver com esse debate. A renovação da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que corta o Espírito Santo e mais sete Estados, vence em 2026 e está em pleno debate nos bastidores. A VLI - empresa de logística que tem Vale (29,6%), Brookfield (26,5%), Mitsui (20%), FI-FGTS (15,9%) e BNDESPar (8%) como acionistas - é a concessionária e quer a renovação. Governo do Estado e setor produtivo enxergam aqui uma grande oportunidade de ampliar e modernizar a ferrovia, melhorando consideravelmente a conexão dos portos capixabas com o Brasil Central, grande exportador e locomotiva do agronegócio brasileiro.
Instituída em 2017, a regra permite que a companhia responsável pelo ativo antecipe a renovação do seu contrato a partir de um investimento a curto prazo, grande ponto de negociação. O concessionário paga pela segurança de manter o negócio, já que a renovação antecipada evita a realização de um leilão com outros concorrentes. Entretanto, a coluna apurou que a nova alta cúpula do Ministério dos Transportes, que assumiu o comando agora em janeiro depois da posse do presidente Lula, considerou baixos os valores e as entregas assumidas pelos concessionários nos acordos fechados até agora - MRS (Malha Sudeste), Vale (Vitória-Minas e Carajás) e Rumo (Malha Paulista). Estes ficam como estão, mas, daqui para frente, a coisa tende a mudar.
Aqui cabe uma volta no tempo, mais precisamente a dezembro de 2020, quando a Vale assinou as renovações antecipadas das ferrovias Estrada de Ferro Vitória-Minas e Estrada de Ferro Carajás e se comprometeu a pagar R$ 11,8 bi em outorgas (pagamento feito pelo direito de usar a estrutura), sendo que boa parte disso (R$ 8,7 bi) foi para a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste, decisão federal que provocou indignação no Espírito Santo. A Vale ainda se comprometeu a construir a EF-118 (entre Cariacica e Ubu) e a entregar o projeto executivo entre Ubu e a divisa com o Rio de Janeiro. Nada de EF-118 saiu do papel até agora.
Este acordo entre Vale e União está entalado na garganta de muita gente no Espírito Santo até hoje. Portanto, a decisão do Ministério dos Transportes foi vista de forma positiva por aqui. A esperança é que saia do grupo de trabalho uma posição de exigir investimentos mais parrudos e que tragam mais impacto nas regiões diretamente ligadas ao ativo que está tendo a concessão antecipada. No caso da FCA, o desejo é que as conexões dentro de Minas Gerais e com o Centro-Oeste sejam ampliadas e que a ferrovia seja modernizada como um todo, incluindo o trecho da Serra do Tigre (MG). Uma FCA mais eficiente impulsiona a vinda de cargas para os portos capixabas.
Procurada, a VLI informou não acreditar em grandes impactos no negócio. "Acreditamos que seja uma medida interna do governo para melhor conhecer e aprimorar os modelos das renovações antecipadas. Esperamos que traga celeridade aos processos".

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Liga Ouro de basquete 2026: Joaçaba elimina Cetaf
Cetaf perde Jogo 3 e é eliminado da Liga Ouro de basquete
Imagem de destaque
A revolta com soldado de Israel que vandalizou estátua de Jesus no Líbano
Imagem de destaque
Ataque a tiros em pirâmides do México deixa turista morta e várias pessoas feridas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados