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Infraestrutura

Indústria de café solúvel reclama dos atrasos no Porto de Vitória

Produção tem. Demanda também. O problema tem sido é conseguir tirar a produção do Brasil e fazer chegar aos compradores, afirma a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel

Publicado em 04 de Novembro de 2024 às 03:50

Públicado em 

04 nov 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Manobra de navio carregado com containers no Porto de Vitória
Manobra de navio carregado com containers no Porto de Vitória Crédito: Vitor Jubini
O Brasil é o maior produtor e exportador de café solúvel do mundo, com clientes em mais de 100 países. Nos últimos cinco anos, por causa da produção capixaba de café conilon (o Espírito Santo responde por 70% da produção brasileira de conilon, principal matéria-prima do solúvel) e das boas perspectivas logísticas (duplicação da 101 e expansão portuária), R$ 1,4 bilhão foram colocados na construção de duas grandes fábricas - Cacique (comprada pela Louis Dreyfus) e Olam, em Linhares -, e na ampliação da Realcafé, em Viana. Hoje, o Estado é responsável por 40% do café solúvel fabricado no Brasil.
Produção tem. Demanda também. O problema tem sido é conseguir tirar a produção do Brasil e fazer chegar aos compradores. "As dificuldades logísticas enfrentadas pelo Porto de Vitória, com atrasos recorrentes, comprometem os prazos de entrega com clientes internacionais. Alguns, com necessidade premente do produto, acabam recorrendo a fornecedores de outros países, causando, além constrangimentos, prejuízos comerciais que podem até tornarem-se irreversíveis. Os atrasos também imputam custos maiores, acumulando mais prejuízos", dispara Aguinaldo José de Lima, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
"Apesar da intensa atuação do Centro do Comércio de Café de Vitória junto às autoridades portuárias, concessionários e Antaq (Agência Nacional dos Transportes Aquaviários), a situação parece um emaranhado complicado de situações e gargalos cujas soluções precisam de urgência". Diante do cenário de nó no Espírito Santo, as mercadorias têm sido levadas, em carretas, para os portos do Rio e de Santos, elevando os custos e alongando os prazos. "Um imbróglio complicado que abate a expectativa de uma logística mais próxima, rápida e mais barata", define Lima.
Em julho, Centro do Comércio de Café de Vitória e Centrorochas (Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais), soltaram uma carta reclamando duramente da situação do Porto de Vitória. De lá para cá, muitas conversas, alguns investimentos, mas, ao que parece, a situação ainda está longe de ficar boa.    

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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