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Sustentável

Indústria quer acelerar projeto que transforma o ES em gigante da captação de gases do efeito estufa

Com grandes fábricas emissoras, relevante infraestrutura de gasodutos e profundo conhecimento de sua geologia, o Estado se apresenta para um jogo que exige muita tecnologia, conhecimento e dinheiro

Publicado em 23 de Abril de 2025 às 16:36

Públicado em 

23 abr 2025 às 16:36
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Unidade de Tratamento de Gás (UTG) Sul Capixaba, em Anchieta, da Petrobras
A Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba, em Anchieta, deve ser usada pela Petrobras no projeto do CCS Crédito: Agência Petrobras/Divulgação
O Espírito Santo reúne as condições para ser um dos grandes polos de Captura, Transporte e Armazenamento de Carbono (CCS) do Brasil e até do planeta. Com grandes fábricas emissoras, uma relevante infraestrutura de gasodutos e com um profundo conhecimento de sua geologia (herança de uma indústria do petróleo que há muito opera por aqui), o Estado se apresenta para um jogo que exige muita tecnologia, conhecimento e dinheiro. De olho nisso, está sendo montado o ES Carbono Neutro: Programa de Incentivo a Projetos de CCS da Indústria, uma parceria de Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Petrobras, Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia e Governo do Estado. Diante das vantagens competitivas que temos por aqui, a ideia é transformar o ES em um hub estratégico para a descarbonização industrial. Para isso, uma série de iniciativas e necessidades foram mapeadas.
O CCS é uma solução ambiental que consiste em captar o dióxido de carbono (CO2) gerado em processos industriais (grande causador do efeito estufa), transportá-lo por meio de dutos ou outros modais e armazená-lo em formações geológicas subterrâneas seguras. Assim, o CO2 não chega à atmosfera. Parece simples, mas depende de muita tecnologia e bilhões de reais em investimentos.
"Estamos falando de uma nova cadeia produtiva que pode gerar inovação, atrair investimentos e posicionar o Espírito Santo como referência nacional em soluções ambientais para a indústria. É uma agenda que une competitividade e responsabilidade com o futuro. Para a Findes, participar dessa iniciativa é de extrema relevância”, assinala o presidente da Federação, Paulo Baraona.
"Para que projetos como esse avancem, é preciso pensar em todas as condições de viabilidade, desde o licenciamento ambiental até incentivos fiscais e qualificação técnica. A infraestrutura logística do Espírito Santo é considerada o principal diferencial competitivo. O Estado já conta com gasodutos interligando-se a regiões como Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, o que facilita a adaptação para o transporte de CO2", aponta a secretária executiva do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia, Rúbya Salomão.
Os seis eixos do programa:
Inovação e fomento: direcionar investimentos e pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias e soluções inovadoras em CCS. O Fundo de Descarbonização que será lançado pelo governo do Estado está no radar;
Incentivos fiscais e regulatórios: para desenvolver e auxiliar regulação de CCS nos níveis federal, estadual e municipal;
Qualificação: desenvolver a força de trabalho para operação e regulamentação de projetos de CCS;
Mercado de carbono: monitorar a regulamentação do mercado nacional de créditos de carbono e fomentar o mercado voluntário no ES;
Infraestrutura e investimentos: desenvolver estrutura logística e atrair investimentos para implantação de projetos de CCS;
Monitoramento de projetos: acompanhar e apoiar novos projetos de CCS e projetos em desenvolvimento no ES.   
Em agosto do ano passado, a Petrobras anunciou um projeto para transformar o Estado em um dos maiores centros de captação de dióxido de carbono do mundo. Profunda conhecedora da geologia capixaba, a estatal já identificou, no Parque das Baleias, antigos reservatórios de óleo e gás que podem, no futuro, receber CO2. A ArcelorMittal, uma das grandes emissoras do Estado, já possui um memorando de entendimento com a petroleira e acompanha de perto a evolução do projeto. O objetivo da Petrobras é capturar 12 milhões de toneladas de gases por ano. Para termos uma ideia da dimensão do projeto, hoje, o mundo captura algo perto de 50 milhões de toneladas por ano.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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