"A WEG desenvolveu um fio de alumínio com a mesma durabilidade e eficiência de um fio de cobre, que é comumente usado em motores elétricos. Só que o de alumínio, além de mais barato, é mais leve. Portanto, o que vai passar a ser feito aqui é algo com muita tecnologia embarcada, é uma evolução que vai agregar valor à produção local", explicou. "Outra questão relevante: hoje, esse fio precisa vir lá do Sul. Agora, teremos uma verticalização, com o fio sendo produzido aqui no Estado. Um aumento considerável de eficiência e, além disso, é mais um passo na ampliação da complexidade da produção industrial do Espírito Santo como um todo".
Nos últimos anos, investimentos importantes, nesse sentido, têm ajudado a mudar a realidade industrial do Estado, historicamente ligada às commodities: aço, petróleo, pelotas de minério de ferro e celulose. A Suzano vai inaugurar, ainda em 2025, uma usina de papel tissue, de R$ 650 milhões, em Aracruz, ao lado das suas fábricas de celulose. A ArcelorMittal Tubarão, antiga CST, já anunciou um projeto, de R$ 4 bi, para a construção de um Laminador de Tiras a Frio e de uma linha de galvanizados do Estado. Saindo o papel (ainda há pontos relevantes a serem resolvidos), o conglomerado terá uma linha completa de produtos siderúrgicos, e de alto valor agregado, no Espírito Santo.
As obras da WEG começam muito em breve e a operação terá início em 2027.