A Secretaria de Estado da Agricultura fechou, nesta segunda-feira (20), o plano de ação, junto às instituições de crédito, para o financiamento do agronegócio do Espírito Santo na safra 2026/2027. Serão disponibilizados R$ 10 bilhões dentro do Plano Safra. Além disso, há R$ 1,3 bilhão da CPR (Cédula do Produtor Rural), título emitido por produtores e que representa uma promessa de entrega de produtos agropecuários. No último ano-safra, finalizado em junho, a captação geral capixaba ficou em R$ 9,2 bi, a maior da série histórica.
"Enquanto nós ampliamos a aplicação de crédito, o Brasil caiu um pouco (de R$ 383,5 bi para R$ 345,4 bi). Neste ano-safra que se inicia, teremos muita influência do El Niño, por isso, já pactuamos com as instituições financeiras sobre prorrogações de créditos e, se for o caso, acionamento de seguros. Também estabelecemos as nossas áreas prioritárias dentro do contexto da sustentabilidade: conservação do solo, uso eficiente de água e tecnologias adaptadas ao clima. Ao todo, serão R$ 10 bilhões disponíveis para agricultores e pescadores melhorarem as suas atividades geradoras de renda aqui no Espírito Santo", explicou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Fazem parte do plano de financiamento as seguintes instituições de crédito: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banestes, Caixa Econômica Federal, Cresol, Sicoob, Sicredi e Bandes. As taxas de juros vão de 0,5% a 12,5% ao ano, a depender do segmento em que se encaixa a propriedade rural: se é agricultura familiar ou se é propriedade de maior porte. "São R$ 3,4 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 6,6 bilhões à agricultura não familiar. A expectativa é formalizar 45,7 mil contratos, além de movimentar mais R$ 1,3 bilhão por meio da Cédula de Produtor Rural, em cerca de 3,4 mil contratos. Assim, a meta global para o período é alcançar R$ 11,3 bilhões em financiamentos e 49,1 mil operações contratuais", finalizou Bergoli.
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