Enquanto aguarda, com boas expectativas, o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi anunciado por Trump em plena Assembleia Geral da ONU, mas ainda não foi marcado, o empresariado brasileiro segue se movimentando pelos bastidores de Washington.
Os contatos com parceiros norte-americanos, entidades de classe, políticos e lobistas - a atividade é regulamentada nos EUA - são intensos e nada mudou da última semana, quando Trump anunciou que a conversa com Lula enfim sairia, para cá.
O setor de rochas e o café, duas das cadeias muito fortes no Espírito Santo que ainda seguem tarifadas (o café totalmente, as rochas tiveram apenas o quartzito excluído dos 50%), mantêm conversas próximas com lideranças norte-americanas que empregam milhares de pessoas e movimentam bilhões de dólares todos os anos. O Brasil é o maior produtor de café do mundo. Os Estados Unidos são o maior consumidor. Em meio a esta crise, uma das entidades que mais têm auxiliado os brasileiros por lá é a National Coffee Association (NCA), influente representante da indústria norte-americana de café. A eles, nada interessa comprar, de seu maior fornecedor, um produto mais caro.
É na racionalidade das relações empresariais que eles apostam grande parte das fichas.