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Agronegócio

Nestlé quer produção sustentável de café em mais de 2 mil propriedades do ES

A companhia tem o desafio de reduzir a emissão de gases de efeito estufa ao longo da cadeia. O Brasil, por já estar em estágio avançado, tem recebido atenção especial

Publicado em 14 de Setembro de 2024 às 03:50

Públicado em 

14 set 2024 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Plantio de café conilon irrigado por gotejamento em altitude de 650m, em Santa Teresa
Plantio de café conilon  Crédito: Acervo pessoal/David Goronci
A venda de café tem puxado, nos últimos tempos, o crescimento global da gigante suíça Nestlé, dona de marcas como Nespresso, Nescafé e Starbucks. Ao mesmo tempo que comemora os bons números, a companhia se vê diante do desafio de reduzir a emissão de gases de efeito estufa ao longo da cadeia. O compromisso é cortar 20% das emissões (base 2018) até 2025 e em 50% até 2030. Não é pouco. Por isso, a empresa está investindo forte no projeto 4C (Código Comum para a Comunidade Cafeeira) no Brasil e, fundamentalmente, no Espírito Santo.  
O objetivo principal é introduzir um padrão de produção responsável ao longo de toda a cadeia produtiva, observando as chamadas práticas regenerativas, que visam melhorar a saúde e a fertilidade do solo, bem como proteger os recursos hídricos e a biodiversidade. Até o ano que vem, 20% de todo o café comprado pela Nestlé terá de vir da agricultura regenerativa. No Brasil, serão 30%. Aí é que entra o Espírito Santo, responsável por 70% da produção brasileira de conilon. O Brasil é o segundo maior produtor de conilon, muito usado na indústria do solúvel, do mundo. Hoje, são 1,5 mil produtores identificados como 4C no país, mais de 90% estão no Estado. Até 2026, serão mais de 2 mil com este selo.
"O Brasil é um dos mais importantes fornecedores da Nestlé internamente e para exportação, estamos trabalhando forte e identificando os desafios. Temos que lembrar que o mercado consumidor está mais exigente em vários aspectos, do lado ambiental, da governança e, claro, da qualidade. Em 2025, já começam a funcionar regras mais restritivas na Europa, o Brasil aparece no cenário como uma das origens mais preparadas. É desafiador, mas o trabalho já vem sendo feito, enxergo como oportunidade", assinalou Rodolfo Clímaco, gerente de Agricultura Cafés da Nestlé no Brasil.
O executivo destaca que, além de ser uma exigência do mercado, os métodos mais sustentáveis, depois de implantados, melhoram a renda do produtor. "Mexe no bolso, afinal, o trabalho fica mais eficiente e rentável. É uma via de mão dupla".  

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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