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Mineração

Novo produto que a Vale fará em Tubarão recebe a atenção do mundo todo

As primeiras duas linhas de briquete, novo tipo de aglomerado de minério, serão inauguradas em 2023, promessa é de que siderúrgicas precisem de menos combustível

Publicado em 27 de Julho de 2022 às 03:59

Públicado em 

27 jul 2022 às 03:59
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Projeto de novos canhões de névoa previstos pela Vale em Tubarão
Planta da Vale em Tubarão Crédito: Divulgação/Vale
A primeira unidade produtora de briquetes do mundo, novo tipo de aglomerado de minério criado e patenteado pela Vale, começa a operar em Tubarão em meados de 2023, mas as expectativas já são muito boas dentro da Vale. Mais de 40 siderúrgicas de todo o planeta, inclusive a vizinha Arcelor Mittal Tubarão, estão conversando com a mineradora brasileira querendo experimentar o produto. Como se trata de algo novo, o assunto é tratado com cuidado, mas com ânimo por parte da clientela.  
A expectativa da Vale é que o novo produto reduza em até 10% a emissão de gases de efeito estufa durante a produção do aço. Por isso foi batizado de briquete verde. O novo aglomerado de minério permite às siderúrgicas reduzir a dependência da sinterização - processo anterior à produção do aço no qual há a aglomeração do fino de minério de ferro (sinter feed). A sinterização, que se dá a 1,3 mil graus Celsius, demanda o uso intensivo de combustíveis fósseis. O briquete, por sua vez, é considerado um aglomerado a frio, no qual não ocorre queima, mas uma cura a uma temperatura entre 200º e 250º, demandando menos energia.
Esta pode ser mais uma medida de transição energética dentro do pacotão que a indústria siderúrgica pretende colocar em prática nos próximos anos. Trata-se de um desafio mundial. A Arcelor Mittal Tubarão, por exemplo, está em busca de gás natural para reduzir sua dependência do carvão, mas enfrenta dificuldades. Mesmo que consiga, não seria o fim da emissão gases de efeito estufa.
As duas plantas de briquete estão sendo construídas no lugar das usinas 1 e 2 de pelotização de Tubarão, erguidas ainda nos anos 1960. Um investimento de US$ 182 milhões (R$ 973 milhões na cotação desta terça). Somadas, elas terão capacidade para produzir 6 milhões de toneladas do produto por ano. A primeira unidade será entregue em meados de 2023 e a segunda, até o final do ano que vem.
Por se tratar de um processo completamente novo, embora a primeira usina só comece a funcionar daqui a quase um ano, a Vale deve contratar as 120 pessoas que vão trabalhar na planta ainda em 2022, afinal, a curva de aprendizado será mais longa que o normal. A prensa que faz os briquetes, a maior do mundo, já foi entregue. As obras estão em ritmo acelerado. Hoje, são 700 operários trabalhando no local, até o final do ano serão mais de 1 mil.  

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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