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Negócios

O antídoto da ArcelorMittal contra o tarifaço dos Estados Unidos

Nesta segunda-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifa de 25% para todo aço e alumínio importados pelos EUA. A decisão acerta em cheio a ArcelorMittal

Publicado em 12 de Fevereiro de 2025 às 03:50

Públicado em 

12 fev 2025 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Fábrica da ArcelorMittal em São Francisco do Sul, Santa Catarina
Laminador da fábrica da ArcelorMittal em São Francisco do Sul, Santa Catarina Crédito: Abdo Filho
O investimento anunciado, na última quinta-feira (06), pela ArcelorMittal - quase R$ 4 bilhões na usina de Tubarão para a implantação de um laminador de tiras a frio e de uma linha de revestimento contínuo - é o remédio para driblar, no médio e longo prazos, a onda protecionista por que vai passar a economia mundial. O Brasil exporta placas de aço (os fornos de Tubarão são os de maior capacidade do Brasil), mas é um importador de lâminas de aço galvanizado. Ou seja, a nova linha da ArcelorMittal no Espírito Santo visa justamente suprir uma carência nacional. Como consequência, reduz a exposição da companhia no exterior.  
Nesta segunda-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifa de 25% para todo aço e alumínio importados pelos Estados Unidos. A decisão acerta em cheio a ArcelorMittal, que exporta parte da produção de Tubarão para uma siderúrgica que o conglomerado possui no Alabama, Estado do Sul dos EUA. A nova taxa entra em vigor em 30 dias, ou seja, o impacto está dado no curto prazo (as novas usinas da siderúrgica ficam prontas em 2029), mas o conglomerado está olhando mais adiante.
“Parte da bobina a quente que produzimos em Tubarão é exportada. Com a ampliação vamos deixar de vender para fora e passar a laminar a frio, galvanizar, agregar valor, portanto, e a vender majoritariamente para o mercado interno. Estamos muito focados no mercado interno, confiamos no crescimento do Brasil e estamos investindo para isso”, explicou Eduardo Zanotti, vice-presidente Comercial da ArcelorMittal Aços Planos América Latina, em entrevista dada, em novembro passado, na inauguração da ampliação da usina de São Francisco do Sul, Santa Catarina, quando Trump já estava eleito e todos já sabiam dos rumos da nova estratégia econômica da maior economia do planeta.
A ArcelorMittal vem investindo forte em galvanizados, laminados e em outras tecnologias negociadas diretamente com o seu consumidor final, que é a indústria de eletrodomésticos, automotiva, construção civil e geração de energia solar. A unidade de Vega do Sul, em Santa Catarina, onde a companhia concentra este tipo de produtos no Brasil, está no limite e Tubarão foi a escolhida para receber a expansão. Os acionistas do conglomerado já tomaram a decisão de que, daqui para frente, a planta capixaba só receberá aportes voltados para produtos com mais tecnologia embarcada. A produção de placas de aço, berço da unidade, ficará onde está - 7,5 milhões de toneladas por ano.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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