Na avaliação de empresários e entidades ligados à indústria de energia do Estado, o investimento em projetos de baixo carbono precisa ganhar protagonismo por aqui. A principal mudança em relação ao plano anterior da Petrobras é o investimento de US$ 5,2 bilhões (R$ 25,48 bi) em geração eólica e solar. É parte do aumento dos aportes em projetos de baixo carbono, que vão receber US$ 11,5 bilhões (R$ 56,4 bilhões), o dobro do planejamento antigo.
A Petrobras já anunciou que pretende investir na geração de energia eólica offshore, no Sul do Estado, em parceria com a norueguesa Equinor, e que está de olho na produção de hidrogênio verde. A empresa já pressiona para conseguir fazer os seus projetos andarem - lembrando que ainda falta regulamentação federal para isso -, daí a importância de se criar uma boa ambiência local para que esses aportes, assim que liberados em Brasília, se deem em terras capixabas, afinal, também há projetos no Nordeste, no Sul e em outros estados do Sudeste. Ou seja, a pressão política também vai contar.
O plano inclui ainda o retorno da Petrobras ao segmento de fertilizantes, com a retomada da operação da Araucária Nitrogenados, no Paraná, e a conclusão das obras da UFN (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados) 3, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Na primeira década dos anos 2000, mesmo período em que estas unidades foram planejadas, a companhia fez o projeto para a construção da UFN 4 em Linhares, Norte do Estado. A volta desses projetos ao portfólio, na visão do empresariado, sinaliza que projetos como o de Linhares também podem voltar.
O governador Renato Casagrande e o vice Ricardo Ferraço já conversaram com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, sobre o assunto.