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Economia

O paradoxo do apagão: falta trabalhador, mas também falta trabalho no ES

O Espírito Santo está com a taxa de desemprego em 4,5%, a menor da série histórica. Enquanto empresários buscam mão de obra, milhares de potenciais trabalhadores seguem à margem do processo

Publicado em 07 de Novembro de 2024 às 00:50

Públicado em 

07 nov 2024 às 00:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Comércio se movimenta para o Natal na Av. Expedito Garcia, Campo Grande, Cariacica
Comércio se movimenta para o Natal na Av. Expedito Garcia, Campo Grande, Cariacica Crédito: Fernando Madeira
De acordo com dados do IBGE, o Espírito Santo, no segundo trimestre de 2024, atingiu um desemprego de 4,5%, o menor nível da série histórica. Diante de uma situação de pleno emprego, o empresariado reclama que está difícil fazer os negócios continuarem crescendo porque falta gente para trabalhar. Estão certos, está faltando, mas será que não tem gente mesmo? Importante esclarecer que só entra na conta de desempregados na metodologia do IBGE quem está procurando um emprego. Quem não está fica fora da conta. É aqui que reside a questão fundamental do problema.
"Existe de fato um apagão, mas tem muita gente, milhares de pessoas aqui no Estado e milhões no Brasil inteiro, completamente à margem de tudo isso, estão fora das estatísticas e, pior, não fazem a menor ideia de como entrar", afirma Romulo Gomes, gerente de Desenvolvimento Educacional e Social do Senac Espírito Santo. "Essas pessoas não entendem que as vagas em aberto, grande parte delas para técnicos, são justamente para elas. Estou falando de pessoas de baixa renda, muitas em estado de vulnerabilidade social", explica.
A entidade lançou, nesta quarta-feira (06), o Emprega Senac, plataforma que visa ser o RH das empresas. O objetivo fundamental é unir as duas pontas: empresários e trabalhadores (muitas vezes ainda em potencial). "Tem uma bolha no mercado, precisamos furá-la e trazer mais gente para o jogo. Falo de programas de qualificação e de uma inteligência de RH que atraiam as comunidades de periferia, o jovem, o idoso, a mãe solo, as pessoas com deficiência, a comunidade LGBTQI+ e uma série de outros grupos, uma massa enorme de pessoas que está fora do processo. Veja que para os empresários está faltando mão de obra e para esta grande número de pessoas está faltando trabalho, é um paradoxo que precisa ser enfrentado", reflete o executivo.
O foco do Emprega Senac está no comércio e nos serviços de saúde, tecnologia e turismo, mas a ideia é levar o conceito para todos os segmentos da economia. "Trata-se de um problema que é comum para todos. Passa por qualificar, fazer a ponte entre trabalhador e empresário, comunicar melhor os benefícios de se estar empregado com carteira assinada e, também, até por uma mudança na mentalidade do empregador. O mundo mudou e as necessidades, de todos, são diferentes. O avanço nessa questão da mão de obra passa por muitos fatores, precisamos urgentemente aumentar os pontos de encontro".    
O Senac-ES vai formar quase 40 mil alunos em 2024. O Emprega, que é gratuito, inicia os trabalhos com 500 vagas anunciadas e 600 currículos à disposição.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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