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Agronegócio

Os altos e baixos do café conilon depois da cotação recorde

Em  30 de abril, a saca de 60 quilos estava valendo R$ 1.130, um recorde. Nesta terça-feira, a mesma saca estava avaliada em R$ 920, queda de quase 20% em menos de 15 dias

Publicado em 14 de Maio de 2024 às 03:50

Públicado em 

14 mai 2024 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Armazém da Cooabriel no Norte do Espírito Santo
Armazém da Cooabriel no Norte do Espírito Santo Crédito: Divulgação/Cooabriel
Em 30 de abril, a saca de 60 kg de café conilon tipo 7 negociada pela Cooabriel, a maior cooperativa da espécie do Brasil, bateu em R$ 1.130. Um recorde. Nesta segunda-feira (13), o mesmo produto estava em R$ 920, queda de 18,5% em menos de quinze dias. No dia 29 de fevereiro, a saca valia R$ 795. O que explica uma oscilação tão forte de preços em um espaço tão curto de tempo? A coluna ouviu empresários e especialistas e, na visão deles, a especulação tomou conta durante o mês de abril, fazendo a volatilidade aumentar.
A valorização do conilon em todo o planeta se dá, fundamentalmente, por causa dos problemas climáticos enfrentados por Vietnã e Indonésia, primeiro e terceiro maiores produtores do mundo, respectivamente. O Brasil, segundo maior produtor (70% vem do Espírito Santo), se beneficia diretamente do cenário. Além disso, a qualidade do produto brasileiro vem avançando ano após ano, o que encareceu ainda mais o café produzido por aqui. A 'alta ideal' é a que vem aos poucos, como se deu entre maio de 2023 e o final de fevereiro, quando saiu de R$ 645 e chegou aos R$ 795 (+23,2%). O que aconteceu entre março e abril (de R$ 795 a R$ 1.130, avanço de 42,1%) é considerado pouco saudável, tanto que, logo na sequência, nos primeiros dias de maio, os preços chegaram a tombar mais de 20%.
A boa notícia, na visão de quem entende, é que os preços pararam de cair e, desde a última terça-feira (07), encontram-se dentro de uma certa estabilidade. O melhor cenário é que a volatilidade (tanto para cima como para baixo) seja freada e os preços voltem a subir lenta e constantemente.
Pelas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra capixaba ficará, em 2024, em 11,065 milhões de sacas, avanço de 9% em relação ao ano passado. O conilon está presente em 50 mil das 108 mil propriedades rurais do Espírito Santo. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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