O governo capixaba, claro, enviará os seus representantes para o debate. O governador, Renato Casagrande, e o vice, Ricardo Ferraço, que também responde pela secretaria de Estado de Desenvolvimento, já definiram qual será a linha de argumentação.
O plano A é a inclusão da variante da Serra do Tigre (em Minas Gerais) no projeto. Hoje, o debate está em cima da ferrovia já existente. O governo capixaba, por sua vez, defende que o contorno da serra (trecho com aproximadamente 400 km) seja incluído no pacote de investimentos a serem feitos pela concessionária que ficará responsável pelo FCA entre 2026 e 2056.
O plano B passa por um investimento direto do governo federal. A União faria o aporte (o investimento todo ou pelo menos um parte) e uma concessionária (a mesma da FCA ou uma outra empresa) administraria o novo trecho. Por ainda não haver um projeto executivo, não se sabe exatamente de quanto, há quem fale em R$ 5,5 bi e há quem fale em mais de R$ 10 bi. A VLI Logística, atual concessionária, já disse que o desafio da variante está na viabilidade econômica.
A audiência pública da ANTT está marcada para o próximo dia 15 de outubro, em Vitória, ainda sem local definido.