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Comércio internacional

Os produtos do ES que vão sofrer caso Trump suba as tarifas de importação nos EUA

Uma das principais promessas de campanha do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, é proteger a indústria norte-americana. O que não é pouca coisa

Publicado em 08 de Novembro de 2024 às 00:50

Públicado em 

08 nov 2024 às 00:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Placas de aço da ArcelorMittal em Tubarão
Placas de aço da ArcelorMittal, em Tubarão Crédito: Divulgação/ArcelorMittal
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Espírito Santo, atrás apenas da China. Em 2024, a corrente de comércio (importações e exportações) chega, até setembro, a US$ 4,2 bilhões (R$ 24,1 bilhões). Se considerarmos apenas os produtos vendidos para outros países, os Estados Unidos são os nossos maiores clientes: US$ 2,55 bilhões (R$ 14,53 bilhões). Portanto, caso o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, faça mesmo andar a sua agenda de protecionismo, elevando tarifas de produtos importados, alguns setores da economia capixaba vão penar.
Mas, antes de cair com o barulho do tiro, vale detalharmos algumas informações. Parte importante do que vendemos para lá não tem substituição 'made in USA', casos de café (verde e solúvel) e rochas ornamentais. Só de café, a partir do Espírito Santo, foram exportados, em 2024, US$ 164,5 milhões (R$ 937,6 milhões). De pedras, todos os tipos, foram US$ 526,69 milhões (R$ 3 bilhões). A indústria brasileira de rochas aposta alto no produto natural e exótico, o que, claro, dificulta a substituição. Claro que a possibilidade de um tarifaço assusta, mas, não havendo uma concorrência natural por lá, a pressão fica menor. Algo semelhante acontece com o minério de ferro (foram US$ 305 milhões vendidos para lá em 2024), os norte-americanos não são grandes produtores da matéria-prima para a produção de aço.
A coisa começa a mudar de figura quando o assunto é celulose e, principalmente, aço e petróleo. Os Estados Unidos são os maiores produtores de celulose do mundo, mas também são grandes consumidores, portanto, dependem muito da celulose produzida no Brasil, o maior exportador do planeta. Foram enviados, em 2024, US$ 451,2 milhões (R$ 2,5 bi) em celulose para os EUA, trata-se do segundo produto mais relevante da pauta capixaba.
Aço e petróleo, setores com lobby poderoso nos EUA, são os que mais preocupam. O aço, que foi tarifado em 2018, e seus derivados são os produtos mais exportados pelo Estado: US$ 970,5 milhões (R$ 5,53 bilhões) em 2024. As siderúrgicas norte-americanas têm capacidade ociosa, portanto, são um prato cheio para a política protecionista defendida por Trump. Aliás, esta é a principal diferença em relação ao óleo e gás natural, setor da indústria norte-americana que cresceu muito nos últimos 20 anos e, hoje, é líder mundial, com grandes clientes no mundo todo, portanto, não tão dependente da proteção do Estado. Este ano, saíram, do Espírito Santo para os Estados Unidos, US$ 21,3 milhões (R$ 121,4 milhões) em petróleo.
São muitos milhões de dólares, de setores bastante relevantes para a economia do Espírito Santo, envolvidos. É uma discussão que teremos de acompanhar com lupa a partir de agora. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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