Basta seguir o que está na legislação brasileira, o Código Florestal, que é algo pacificado. Tenho de proteger minha reserva legal e minha APP (área de preservação permanente). Existe um conceito novo chamado de adicionalidade. O que posso fazer a mais? Os compradores cada vez mais vão olhar para isso. É possível. Com sensores na minha irrigação eu consigo usar exatamente a quantidade de água necessária por planta naquela noite. Deixo de fazer na "ponta da botina", quando era assim: "olha, irriga das 8h da noite às 5h da manhã". Hoje a tecnologia me permite fazer o que de fato é necessário. É o tipo de avanço na agenda ambiental que muita gente já está fazendo. Tem um produtor do Norte do Espírito Santo, o Vitor Alves, que já não usa ferrão e pau para embarcar o boi dele para o frigorífico. Está preocupado com o bem-estar do animal. São vários os bons exemplos. O produtor que ganhou o jogo até hoje, da década de 70 para cá, é o produtor que mais assimilou essas tecnologias. Os produtores de mamão do Espírito Santo, por exemplo, reduziram o químico e hoje usam muito adubo biológico, do esterco do frango e da galinha de Santa Maria de Jetibá e região.