Primeiro a falar (os candidatos não se encontraram, as falas foram em momentos distintos), o oposicionista Manato tentou o tempo todo passar a imagem de um candidato mais leve, ponderado e de diálogo. "Não sei do que vocês estão com medo, não há motivos para isso. Vocês serão ouvidos o tempo todo, o diálogo estará permanentemente aberto". Ele aproveitou para apresentar, com o objetivo de passar credibilidade ao mercado, alguns nomes que, segundo ele, já estão certos em seu secretariado em caso de vitória no próximo dia 30: Aridelmo Teixeira (sócio da Fucape, ex-presidente do ES em Ação e candidato derrotado ao governo pelo Novo) para a Fazenda e João Luiz Lani (professor da Universidade Federal de Viçosa) para o Meio Ambiente. O economista Arilton Teixeira, irmão de Aridelmo, também foi citado por Manato.
Embora tenha escorregado em temas bastante caros para a plateia - disse que iria "prender quem falasse em privatização do Banestes" e que irá utilizar o banco para financiar políticas de cultura e esporte pelo Estado - Manato conseguiu andar algumas casas em relação ao que foi apresentado aos mesmos empresários na sabatina realizada no primeiro turno. A ponderação e os nomes apresentados contaram bastante.
"Cada escolha tem uma consequência. Eu sei onde o Casagrande estava quando recuperamos este Estado, não posso dizer o mesmo do nosso adversário. Não estamos aqui debatendo eleição presidencial, estamos falando do Espírito Santo. As pessoas precisam ter isso em mente na hora de votar". Ferraço aproveitou a plateia para dizer que, caso seja eleito como vice, assumirá pessoalmente a coordenação de três áreas: Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente. Foi muito aplaudido.
Empresários e executivos saíram satisfeitos da sabatina promovida pelo Fórum de Entidades e Federações. Na avaliação deles, os dois candidatos evoluíram em relação ao encontro de setembro, mas, no final das contas, a balança (com a fundamental ajuda de Ricardo Ferraço) segue pendendo para o lado de Casagrande.