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Mercado

Preço do café conilon sobe e negociações batem recorde na Bolsa de Valores

O contrato Futuro de Conilon/Robusta começou a ser negociado na bolsa no dia 23 de setembro de 2024. Foram três vezes mais negócios em novembro do que em setembro

Publicado em 04 de Novembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

04 nov 2025 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Galpão de café conilon, em Linhares
Galpão de café conilon, em Linhares Crédito: Abdo Filho
Foram negociadas 51.100 sacas de café conilon no contrato da B3, que é a Bolsa de Valores de São Paulo, com vencimento em novembro. Trata-se de um novo recorde desde que o conilon passou a ser negociado em bolsa, em setembro do ano passado. A expectativa, originalmente, era de que mais de 100 mil sacas estivessem sendo negociadas a essa altura, mas o mercado, por causa da queda nos preços registrada no começo de 2025, deu uma travada.
"Tivemos um recorde porque deu um bom preço na bolsa. O cenário é de armazéns cheios de café, o produtor está estocado, fazendo poupança em café. Portanto, temos um mercado truncado, distante do volume de negócios que tivemos no ano passado. Muita gente está esperando preços melhores e desconfiada em relação ao clima. Como deu um preço bom na bolsa, com liquidez, tivemos, agora em novembro, este recorde. Foi um movimento de quinze dias, mas que deu um bom volume", explicou Thomas Giuberti, sócio da Golden Investimentos e um dos maiores operadores de contratos de café conilon do país.
O contrato Futuro de Conilon/Robusta começou a ser negociado na bolsa no dia 23 de setembro de 2024. Os meses de vencimento são janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro. Em julho, foram 27,4 mil sacas e, em setembro, 16,3 mil sacas entregues. Ou seja, o volume negociado mais do que triplicou de um vencimento para o outro.
O mercado de café está, de 2023 para cá, bastante movimentado. Tudo por causa das quebras de safra na Ásia, destacadamente no Vietnã, maior produtor do mundo de conilon. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de conilon, sendo o Espírito Santo responsável por 70% da produção, por isso os impactos são enormes por aqui. A saca de 60 quilos saiu de pouco mais de R$ 600, em meados de 2023, para mais de R$ 2 mil no começo de 2025. Ao final do primeiro trimestre de 2025, com a recuperação do Vietnã, os preços caíram fortemente e a saca do conilon, em julho, chegou a ser negociada abaixo dos R$ 1 mil. O tarifaço norte-americano em cima das exportações brasileiras (eles são os maiores consumidores de café do mundo) fez os preços subirem novamente, batendo em R$ 1,5 mil em agosto. Nos últimos dias, de acordo com a Cooabriel, maior cooperativa de conilon do Brasil, a saca está na casa dos R$ 1.380.
Essas idas e vindas deram uma boa sacudida no mercado. Caso Estados Unidos e Brasil entrem em acordo sobre as tarifas de exportação, uma nova mexida virá por aí.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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