São alguns grandes desafios, mas o primeiro deles é resolver a questão fiscal. No governo Michel Temer foi criado o teto de gastos. Há uma controvérsia em cima dele, mas sou favorável, precisamos de um limitador. A questão é que a nossa situação fiscal, caso a gente continue seguindo sem um parâmetro, caminha para, no futuro, termos dificuldades. Um importante um adendo aqui: a pandemia colocou o mundo todo diante do desafio fiscal, os tetos de todos os países acabaram furados por conta da pandemia, afinal, os governos tiveram de colocar muito dinheiro na
economia para evitar que desabassem. O que foi feito no auge da pandemia, do ponto de vista econômico, está correto, só que, agora, temos de pensar no daqui para frente. Como faremos para continuar cumprindo os nossos compromissos sem gerar inflação? É muito fácil resolver os compromissos aceitando mais inflação. O mundo todo está enfrentando esse desafio, mas o Brasil não pode se dar ao luxo de encontrar uma solução depois do resto do mundo, precisamos encontrar a solução já. A questão fiscal, como faremos para, no longo prazo, ter uma situação tranquila, precisa ser o primeiro ponto a ser atacado pelo eleito. Ao lado dela tem o problema da empregabilidade. Não é só o problema da falta de empregos, tem também a qualificação. Muitas vezes tem emprego, mas, por conta da falta de qualificação, não tem gente para colocar lá.