Tem muita coisa aí, vamos separar. Na parte de exploração, a Petrobras já está envolvida em praticamente todos os projetos, principalmente no pré-sal, já que ela, mesmo perdendo o leilão, pode exercer o direito de ser a operadora principal.
Já está em muita coisa na parte exploratória. A intenção da Petrobras é chegar a uma produção diária, em 2030, de 5,5 milhões de barris, é dobrar o que ela faz hoje. É muita coisa. Na parte de exploração eu acredito que a Petrobras está no limite.
No onshore eu acho que não há viabilidade econômica para a Petrobras. É muito pequena para os padrões dela e o custo é mais elevado. Portanto, está correta em focar no pré-sal, onde tem muita expertise, custo de produção mais baixo e óleo de excelente qualidade.
Sobre as refinarias, as que nós temos hoje não estão adequadas ao óleo do pré-sal (foram feitas para um petróleo mais pesado). Por isso, o movimento é de mandar o óleo do pré-sal para fora, a um custo mais baixo, e voltar com esse produto refinado.
Investir em refinaria teria um impacto, digamos, mais social do que no negócio da empresa. Se pensar em rentabilidade é melhor mandar para fora e trazer de volta. Mas é claro que a construção de uma refinaria desenvolve a região escolhida, é o que chamo de impacto social.