A intenção do governo federal é colocar todos os entes da federação, muitos estão em início de mandato, na mesma página sobre a Reforma Tributária pretendida pelo Planalto. Importante lembrar que o ano legislativo começa na próxima quarta-feira (01), com as eleições para o comando da Câmara e do Senado. A partir daí, a bola começa a rolar de fato.
Casagrande e Altoé dirão que apoiam a reforma,
um dos principais fatores da baixa competitividade e produtividade do Brasil, mas levarão ao debate duas preocupações que afligem o Palácio Anchieta: tributação no destino do produto (o ES é um grande produtor, mas, por conta da população pequena, não é um grande destino) e o sistema de creditamento (todo o imposto que incidir em uma etapa da circulação de mercadorias e serviços poderá ser abatido na etapa posterior). Dependendo do que for aprovado na parte do creditamento, acabarão as vantagens obtidas por alguns incentivos concedidos no Espírito Santo.
Diante do cenário, os representantes do Estado seguirão apoiando a reforma, mas defenderão três pontos fundamentais: período confortável de transição de um modelo para outro, fundo de compensação para atenuar eventuais perdas e respeito aos benefícios fiscais já concedidos. Previsibilidade é a palavra.